segunda-feira, 20 de abril de 2015

#SURTADOS: O conto de fadas que sua mãe preferiu não contar.

Neste sábado dia 18 de abril de 2015 a AABB - Associação Atlética do Banco do Brasil recebeu a peça de teatro SURTADOS: O conto de fadas que sua mãe preferiu não contar. 

Escrit
Escrita e dirigida por Kadu Oliveira, SURTADOS é uma comédia teatral baseada nas estórias de Branca de Neve e Cinderela. A peça é resultado da mistura desses dois contos trazidos ao palco de maneira bem diferente dos originais, onde há ainda a presença de bordões e cenas muito conhecidas como do seriado Chaves e do próprio teatro fazendo referência ao clássico Romeu e Julieta de Shakespeare. Surtados é uma peça atual que brinca com o uso das tecnologias, redes sociais e o cotidiano de maneira engraçada e leve.

Na estória Branca de Neve (Yasmin Adla) não aguenta esperar pelo homem perfeito, o tal Príncipe Encantado e resolve atacar o primeiro que aparecer pela frente, ela só não esperava que justo o homem mais feio do reino fosse a sua maior chance de desencalhar. Ele é Yuri Nando (Islan Santos) a versão masculina e piorada da Cinderela, que com a ajuda de seu Fada Padrinho (Kadu Oliveira) vai tentar conquistar o coração de Branca, que ainda terá que enfrentar sua maior rival a Rainha e Madrasta Má (Anizia Santana) que juntos ela e seu Espelho Mágico (Matheus Frota) farão de tudo para destruir a princesa. Mas como em todo conto de fadas, o encanto acontece. Em SURTADOS ele vem com a chegada da Princesinha Aurora (Juny Maria) que traz toda sua beleza e fofura para essa louca confusão.
























quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Saudosismo

E de repente nos pegamos fazendo uma viagem a lugares e momentos que nos marcaram através dos sentidos, como o cheiro de infância na escola, um cheirinho que se mistura com o dos materiais escolares, o álcool das tarefas passadas no mimeógrafo, o doce do suco de morango nas lancheiras e o cheiro de escola que talvez fosse a junção de todos esses cheiros e outros mais. E como não sentir-se saudoso com o cheiro de fumaça das fogueiras que nos remete ao tempo em que a festa junina era a época mais gostosa e divertida do ano, os trajes xadrez e florido, o chapéu de palha e as calças jeans com remendos, os bigodes falsos feitos com tinta ou lápis hidrocor, a quadrilha junina que era o ponto alto da festa, (particularmente me deixava imensamente feliz, dançar quadrilha era como ganhar um brinquedo, era o auge da alegria) as comidas... Nossa! O milho nunca foi tão gostoso quanto na infância, aliás, nada foi tão gostoso quanto na época da simplicidade, onde só precisávamos nos preocupar pra não sujar a roupa nova na hora de brincar, onde brinquedos falavam, onde o medo era irreal, onde ser feliz era fácil. Quem nunca ouviu uma música que nunca parou pra cantar mas que ouviu muitas vezes quando era criança e hoje quando toca cantarola e diz: ‘’Eita! Essa é antiga’’. Tem a música que não sabemos porque mas nos faz sentir saudade de algo que nem sabemos o que é, tem música que nos faz sorrir e parar pra reviver momentos, tem música que buscam um vazio dentro de nós e o torna ainda maior. Encontrar um objeto antigo e sentir seu material ou ver uma árvore que fez parte das brincadeiras, até mesmo o chão, uma parede, um lugarzinho que se salvou da destruição das pessoas ou do próprio tempo, ter nas mãos um brinquedo antigo ou o pedaço de algo que restou de um desastre, rever uma imagem de um desenho animado da tv, uma série ou mesmo uma foto nos causam sensações gotosas de momentos únicos.  Sempre teremos algo pra nos fazer pensar que a vida é curta e o tempo passa depressa e junto com ele passam certas coisas que vão deixando seus pedaços em algum lugar dentro de nós, que nos causam angústia ou alegria. Porém melhor do que pensar no que teve é cuidar do que tem, melhor do que chorar por ter tido e perdido e ter e preservar. É melhor não deixar o que tem se quebrar, mas se quebrar tente colar e tenha cuidado redobrado, sentir saudade é bom, ter sempre presente é melhor ainda.

''Kadu Oliveira''



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Medo

Tenho medo do mundo, do fundo e dos pensamentos desenfreados, tenho medo das palavras, do silêncio e do que pode ser pensado, tenho medo do medo de tudo que tenho medo, tenho medo do que perdi e do que foi achado. O medo não me faz mais fraco nem tão pouco mais forte, o medo me torna pensativo, o pensamento me torna temeroso e o temor me faz pensar e pensar me faz medroso. Não quero me deixar levar pelo que me atormenta nem me atormentar com o que levo, quero apenas sobreviver e viver, não mais com medo, não mais temeroso, apenas pensativo não mais um medroso, apenas intuitivo, apenas um curioso.
                                                                                                      [Kadu oliveira]

domingo, 12 de outubro de 2014

Tempo perdido



O tempo passa e nós passamos o tempo agindo como se tivéssemos uma vida infinita, e por isso desperdiçamos momentos com sentimentos e ações tolas, com lutas contra nós mesmos e com ressentimentos da vida e do rumo que ela insiste em levar, se é que é a vida que nos leva e não o contrário. 
Acho que é mais confortável achar que tudo é culpa da vida, do destino triste e infeliz que traçaram pra nós, que a culpa é sempre do outro e etc, etc,etc... Não é legal culpar os outros, o destino, nem a vida, pois nós temos uma parcela no acontecimento das coisas, no entanto também não é legal se culpar por tudo, melhor é reconhecer que erros acontecem, não somos perfeitos e estamos aqui pra aprender, principalmente com os erros. 
Não devemos achar que as pessoas são como são e assim permanecerão para sempre, as pessoas mudam e merecem ter a chace de mostrar que mudaram, se não de que adiantaria a lição? As vezes os medos que nos travam e nos impedem de dar oportunidades, nos afastam de momentos e pessoas especiais. Não esqueça que tempo perdido, é vida desperdiçada.

''Kadu Oliveira''

domingo, 11 de maio de 2014

O que nos impulsiona viver?

O que nos impulsiona a viver? São os outros? São nossas ações? Podemos dizer sim a essas interrogações ou podemos dizer que são nossos pensamentos, nossa força de vontade que são os motores que geram nossas ações. Alguém pode pensar que sua vida depende de outra pessoa, vai ver depende mesmo, mas só até o momento em que você percebe que cada um é cada um e que viver depende de nós mesmos. Não dá pra depositar toda a sua vida na vida de um outro ser, somos inconstantes, somos inconscientes, somos seres que de tanto pensar agem de maneira pouco racional por intermédio das confusões que se dá em nossa mente. As pessoas se transformam e nem sempre conseguimos nos manter apoiados nessa base a qual criamos.

Quem nunca se sentiu preso a uma situação onde você perde uma pessoa e começa a se ver dentro de um cubículo fechado e que parece está se fechando e tirando seu fôlego, você olha para os lados e não vê uma solução, pois você acha que não depende de você. Na verdade só depende de você, mas o tempo passa e percebemos que há um furo na caixa, e é através desse pequeno orifício que você começa a enxergar um facho de luz, e se você se dedicar a rasgar a caixa, aquela luz vai parecer cada dia mais forte, até que você vai se ver pronto pra sair da caixa e voltar para o mesmo lugar, só que de forma diferente, enxergando a vida e as pessoas ao seu redor com outros olhos. 

É hora de tomar as ações antigas como exemplos para não repetir os erros, é chegado o momento de parar de se dedicar tanto aos pensamentos que machucam e se motivar a realizar-se com você mesmo e com o que você tem, pois o que pertence a você, a mim e quem quer que seja um dia chegará, pois é assim que funciona a lei da atração, pensamentos positivos nos levam a uma vida positiva. Aquilo que é pra ser, será, mas nem tudo a nosso tempo, temos apenas que acreditar.


Kadu Oliveira

sábado, 3 de maio de 2014

Nossos Monstros

Dentre milhares de espermatozoides eis que cada um de nós que aqui está foi o sortudo, poderia ser qualquer pessoa. Como disse Augusto Cury em seu livro, nós vencemos a maior corrida de todas, a corrida pela vida. Pois é, quando éramos inconscientes éramos mais ousados, não tínhamos medo de percorrer caminhos desconhecidos. Ao contrário de hoje que construímos nossa vida em cima de uma plataforma fina de vidro e vivemos sobre o medo.

Temos medo de tudo, nossa consciência nos aprisiona num mundo assustador que nos obriga a criar, pois ao invés de dominarmos nossos pensamentos, deixamos que eles nos dominem, chegando a confundir coração e mente. São tantas confusões que nos levam a seguir para caminhos que muitas vezes não têm volta, acabamos perdendo coisas, momentos, pessoas, e é aí que começamos a refletir. Quando perdemos. É como se diz por aí, depois que perde é que dá valor. Mas o que fazer? Somos donos do maior poder do universo, nossa mente é tão poderosa que acaba dominando nossas ideias. Quisera aprender a viver sem ter que sofrer as lições dolorosas e exaustivas da vida, pois ao mesmo tempo que fortalece nossas experiências, castiga nosso corpo, nossa mente e nosso coração. Nos sentimos como crianças que têm medo de dormir no escuro, pois temem os monstros da noite.

Os monstros que nos atormentam não são mais aqueles da nossa infância que nos assustavam no escuro, e que era fácil de acabar com eles, era só acender a luz. Nossos monstros hoje aparecem na escuridão de nossos pensamentos e se refletem na nossa frente seja dia, seja noite, seja claro ou escuro e criam em nós medos de enfrentarmos um problema que assim como na nossa infância achamos uma maneira de derrotar, hoje também podemos, basta encontrarmos a luzinha dentro de nossas cabeças. Como se faz isso? Quem descobrir primeiro me conta. 

Kadu Oliveira

domingo, 27 de abril de 2014

Despertar


Quisera dormir e ao despertar descobrir que tudo não passou de uma fantasia, que meus planos estão se cumprindo de acordo com o que imaginava, que tudo que sonhei virou realidade, que meus problemas eram parte de um pesadelo e que agora viraram fumaça. Quisera eu! Porém desperto e descubro que na verdade essa ideia é que era um sonho, a realidade é esse pesadelo. 
Foto: Isabella Oliveira
Ninguém está livre dos pesadelos reais, ninguém está imune ao tal do sofrimento. Sofremos quando desejamos, sofremos quando não somos desejados, sofremos, sofremos e vamos continuar a sofrer porque nos tornamos seres sedentos de quereres. Passamos a vida em busca de respostas, em busca de coisas que nunca existirão, pois nada nos satisfará, porque nosso desejo maior não é o de ter e sim o de querer. 
Cobramos de Deus todos os dias uma solução pras nossas dificuldades, mas quase nunca conseguimos enxergar suas respostas ou estamos ocupados demais pra isso.
Temos tudo o que precisamos, só não temos mais paciência pra viver, por isso vamos sobrevivendo, sem saber o que é realmente o amor, sem saber como ser feliz. Felicidade não é uma pílula que tomamos e sentimos seus efeitos. Felicidade é ver nas coisas que temos os nossos maiores tesouros, é cuidar para que não se quebrem, é proteger para que durem por toda vida, é sentir prazer nos pequenos atos, é olhar as coisas ao nosso redor com simplicidade, é entender o sentido da palavra Amor. Precisamos acordar a tempo ou um dia tudo pode se perder e então só o que ficará é a dor de não ter aproveitado enquanto tínhamos tudo o que sempre desejamos, em nossas mãos.


Kadu Oliveira